QUEM SOMOS

FESTIVAL TERRAS SEM SOMBRA

O FTSS visa dar a conhecer a um público alargado, através do património, da música e da conservação da natureza, um território que sobressai pelos valores ambientais, culturais e paisagísticos e apresenta um dos melhores índices de preservação da Europa. A valorização dos recursos naturais e a sensibilização das comunidades locais para a sua salvaguarda constituem, nos últimos anos, as grandes prioridades: cada concerto é acompanhado por uma ou mais acções-piloto de voluntariado para a salvaguarda da biodiversidade com a participação, ombro a ombro, dos artistas, do público e das comunidades que o Festival percorre. O Festival persegue os princípios da inclusão social e da susten- tabilidade, pelo que, numa linha de valorização do potencial endógeno, tem promovido os produtos regionais de excelência e insistido no conhecimento dos segmentos mais inovadores do tecido social e económico da região, privilegiando uma linha diferenciadora que assenta no empreendedorismo empresarial, na integração de pessoas com deficiência ou populações mais excluídas, na correcção de assimetrias e passivos ambientais e na projecção de monumentos e sítios classificados, do ponto de vista cultural e ambiental. De acordo com esta ordem de ideias, o FTSS propõe um cruzamento inédito entre as temáticas do património, da música e da salvaguarda da biodiversidade para propor um novo olhar, nestes domínios, para os territórios de baixa identidade. Esta perspectiva transversal e multidisciplinar oferece uma perspectiva inovadora do território, dinâmica e apta a atrair a atenção de um público vasto e diversificado, que escapa às limitações mais usuais de “nichos” estritos. Fomenta igualmente um contacto directo e próximo entre as comunidades locais, cujos membros se envolvem com entusiasmo nas actividades previstas, e os visitantes. A intervenção de solistas, ensembles, coros e orquestras de primeira ordem, que gozam de grande intervenção mediática, permite atingir um universo de espectadores a e participantes deveras lato, contribuindo notoriamente para a sensibilização da opinião pública em relação às prioridades estratégicas do Festival:

a) Centros históricos, paisagens culturais e monumentos
classificados;
 
b) Parques naturais e reservas naturais;
 
c) Espécies protegidas;
 
d) Cursos de água, com realce para os grandes rios
do Alentejo;
 
e) Fachada marítima;
 
f) Protecção do montado;
 
g) Promoção do turismo cultural, religioso e de natureza;
 
h) Defesa das paisagens culturais e de outros pólos
patrimoniais de excelência;
 
i) Interacção entre cultura e natureza.

O Terras sem Sombra é um festival único no mundo. A sua programação de música erudita é a “porta” para o conhecimento de um território que sobressai pelos valores ambientais, culturais e paisagísticos. O evento realiza-se em itinerância nos concelhos de Almodôvar, Sines, Santiago do Cacém, Ferreira do Alentejo, Odemira, Serpa, Castro Verde e Beja, de Fevereiro a Julho. Organizado pela Associação Pedra Angular, em estreita ligação com o Departamento do Património da Diocese de Beja e em parceria com outras entidades. Une-as o amor pelo Alentejo, pela sua arte, história, monumentos e música e o desejo de fazer com que esta mensagem chegue a um público cada vez mais vasto. O Terras sem Sombra apresenta uma programação de qualidade internacional de que fazem parte, além dos concertos, conferências temáticas, visitas guiadas e acções de pedagogia artística. O diálogo entre as grandes páginas do passado e a criação contemporânea, a abertura a jovens compositores e intérpretes, a transversalidade das artes, o resgate do património musicológico, a visão ecuménica do Sagrado são elementos estruturantes de um projecto que rasga fronteiras.

O festival distingue-se por a cada concerto se associar uma acção de voluntariado para a salvaguarda da biodiversidade das comunidades percorridas, que acontece aos domingos de manhã. E uma visita guiada, no sábado à tarde, pela vila que acolhe o Festival. Os concertos e demais actividades são e acesso livre, dentro dos condicionalismos impostos pela preservação dos monumentos e sítios visitados. O Terras sem Sombra é, assumidamente, o festival do território do Baixo Alentejo, e tem vindo a afirmar-se, a nível internacional, como um rosto e uma porta aberta para o conhecimento desta região. Música, património e biodiversidade dão o mote para divulgar a cultura, a paisagem, a gastronomia, a economia e o empreendedorismo locais. O Festival tem sido também uma embaixada para os países convidados, num esforço que reúne, a uma só voz, os municípios envolvidos, a Direcção Regional de Cultura, a Direcção Regional da Conservação da Natureza e Florestas e a Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo.

PEDRA ANGULAR

É uma associação cultural e científica, sem fins lucrativos, fundada em 1996. Tem por objectivo o estudo, salvaguarda e valorização do património ambiental, cultural e científico do Alentejo, com realce para os monumentos, paisagens, sítios, museus, colecções, bibliotecas, arquivos, galerias e bens culturais imateriais. Dos seus estatutos faz parte, igualmente, contribuir para a dinamização e irradiação deste território, em particular nos domínios da criação e da programação artísticas, da conservação da biodiversidade, da inovação tecnológica, da divulgação científica e do apoio social. Está aberta à participação de todos os interessados que se identifiquem com as suas actividades, profundamente ancoradas na sociedade civil, visando a internacionalização e a qualificação dos territórios de baixa densidade como a realização do Terras sem Sombra e Centro Unesco.

MISSÃO

Contribuir para tornar acessível a todos a notável tradição artística e cultural da região, presente nos centros históricos, nos monumentos, nas paisagens, cruzando-a com as áreas e espécies protegidas, a gastronomia e os produtos locais de excelência.Queremos partilhar a experiência única de como se vive no Alentejo e como se perspectiva o passado, presente e o futuro deste território, onde se registam alguns dos mais altos índices de preservação, patrimonial e ambiental, da Europa.

VISÃO

Colocamos a tónica na descentralização cultural e na formação de novos públicos. E pretendemos consolidar o papel da região enquanto destino de Arte e Natureza.

VALORES

Trabalhamos activamente para a salvaguarda e a valorização do património cultural e natural, assim como para o conhecimento do potencial económico da região.Defendemos princípios de inclusão social e territorial.Actuamos em rede, a partir de um conjunto de parcerias que assenta nas “forças vivas” do nosso território e se renova constantemente.

DIRECÇÃO-GERAL . José António FalcãoDIRECÇÃO ARTÍSTICA . Juan Ángel Vela del CampoDIRECÇÃO EXECUTIVA . Sara FonsecaCONSULTOR . Pedro Azenha Rocha (Conservação da Natureza)COMUNICAÇÃO . Banco Social de ComunicaçãoDESIGN GRÁFICO E DIGITAL . Cognac - Happy Workaholics  CONSELHO DE CURADORESMiguel de Castro Neto . PresidenteAntónio LamasCarlos MoedasCarlos ZorrinhoGonçalo ReisLuísa Bastos de Almeida

ALENTEJO

O nome Alentejo possui uma origem intuitiva: deriva de “além-Tejo”, expressão que, como salientou José Domingos Garcia Domingues, designava as terras que ficavam além do Tejo para quem se encontrava na margem direita do rio. No entanto, por outro lado, sempre se considerou a zona de Almada a Alcácer do Sal como pertencente à Estremadura, pelo que o Alentejo sofre certa limitação na região ocidental. O Alentejo adquiriu importância no tempo dos Romanos, a partir do século II a.C. A ocupação árabe iniciou-se em 713 e declinaria a partir da tomada de Évora, em 1165: desde então e até à queda de Mértola, em 1238, foi cenário de luta entre portugueses e muçulmanos, Viria a sê-lo novamente, de 1640 a 1668, entre portugueses e castelhanos. Sendo a mais extensa das regiões portuguesas, tem uma área de 26 158,63 km2, o que corresponde a cerca de 29% da superfície total do país. Esta dividida em quatro áreas estatísticas: Alto Alentejo (distrito de Portalegre); Alentejo Central; Alentejo Litoral; e Baixo Alentejo. A região caracteriza-se pelos seus elevados índices de preservação, tanto do ponto de vista cultural como do ponto de vista ambiental. Possui uma identidade cultural muito forte, de que faz parte a paixão pela música, de que o cante alentejano é uma expressão maior.