PALMARÉS

Na sequência de uma decisão tomada, na sua primeira reunião, pelo Conselho de Curadores, o Festival Terras sem Sombra criou, em 2011, o Prémio Internacional com o mesmo nome, destinado a homenagear uma personalidade ou uma instituição que se tenham salientado, ao nível global, em cada uma das seguintes categorias: a promoção da Música; a valorização do Património Cultural; e a salvaguarda da Biodiversidade. A escolha dos recipiendários é da responsabilidade de um júri internacional. Com periodicidade anual, o Prémio consta de um diploma e de uma obra de arte encomendada a um artista contemporâneo, sendo entregue num momento culminante da temporada musical no Alentejo.

2017

MÚSICA

Alberto Zedda (a título póstumo) | Director musical (Itália)

PATRIMÓNIO CULTURAL

Campo Arqueológico de Mértola (Portugal)

BIODIVERSIDADE

Fundação Stiftung Schloss Dyck (Alemanha)

Presidiu S. Ex.ª D. Amalio de Marichalar, Conde de Ripalda

Alberto ZeddaAlberto Zedda destacou-se, como director de orquestra e musicólogo, pela interpretação do repertório italiano do século XIX, em particular de Rossini. Após a formação em Milão, onde nasceu, em 1928, e onde sobressaiu como discípulo de Carlo Maria Giulini, debutou em 1956 com O Barbeiro de Sevilha. Cedo ascenderia a uma carreira internacional, que o levou a triunfar nos principais palcos do mundo. Entre outros santuários da música lírica, dirigiu magistralmente a Deutsche Oper, de Berlim, e o Teatro alla Scala, de Milão, a mais famosa casa de ópera do mundo.Nunca se deixando ofuscar pelas luzes da ribalta, Zedda fez parte de uma geração de maestros-estrela que cultivou o bel canto com uma visão aberta à sociedade e democratizou o gosto pela ópera. Activo até aos últimos dias de vida – ganharia justamente o título de “mais velho maestro do mundo” –, manteve-se sempre um jovem de espírito, atento a tudo o que o rodeava e generoso para quem iniciava a carreira artística. Dirigiu no Festival Terras sem Sombra, a 2 de Abril de 2016, na igreja matriz de Santiago do Cacém, uma versão da Petite Messe Solennelle, de Rossini, gravada pela RTP, que fica célebre. Campo Arqueológico de MértolaFruto da visão estratégica de Cláudio Torres para a sustentabilidade do território, o Campo Arqueológico de Mértola é uma associação cultural e científica que tem como objectivo fomentar o levantamento, estudo e pesquisa dos bens arqueológicos, etnográficos e artísticos da região de Mértola e proceder à sua conservação e salvaguarda. Desde a criação, em 1978, concilia a investigação científica com um programa museográfico, o projecto Mértola Vila Museu, vocacionada para a valorização e a divulgação do património, buscando o envolvimento da população numa tentativa de consolidar a sua identidade e contribuir para o desenvolvimento local.Para além da actividade museográfica, é de salientar o programa editorial, com mais de 50 títulos publicados, as exposições temporárias e permanentes, a organização de congressos e reuniões científicas, as acções de educação patrimonial e o seu plano de formação (cursos livres, mestrados e doutoramentos), para o qual conta com uma biblioteca especializada que integra o valiosíssimo espólio doado por José Mattoso. No âmbito da investigação, integra, desde 2008, o Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património, a par das universidades de Coimbra e do Algarve. Um trabalho em que não existem fronteiras entre ciência, cultura e cidadania. Stiftung Schloss DyckUm dos mais destacados monumentos do Baixo Reno, Schloss Dyck orgulha-se da presença de muitas gerações da Casa de Salm-Reifferscheidt-Dyck, outrora soberana deste território, e encerra mais de um milénio de história. O actual castelo-palácio, rodeado por fossos de água, foi construído, no século XVII, sobre quatro ilhas. É o coração de um vasto parque, desenhado no século XIX pelo arquitecto paisagista escocês Thomas Blaikie, por iniciativa do príncipe Joseph zu Salm-Reifferscheidt-Dyck, grande admirador da tradição dos jardins românticos ingleses.Na década de 1990, a herdeira da propriedade, estabeleceu, com as autoridades da Renânia, uma fundação destinada a salvaguardar este notável património, tornando-o a sede de um centro de Arte dos Jardins e de Arquitectura Paisagística. A Stiftung Schloss Dyck tem vindo a realizar, desde então, um papel destacado, em termos internacionais, na salvaguarda dos jardins históricos, cruzando-a com o planeamento urbano, a protecção da paisagem e a promoção da biodiversidade. Entre outras iniciativas, deve-se-lhe a criação do International Institute for Garden Art and Landscape Design e do European Garden Network. Amalio de MarichalarD. Amalio de Marichalar, 9.º Conde de Ripalda (Pamplona, 1958), jurista de formação, tem desenvolvido uma acção pioneira, ao nível internacional, para a divulgação da sustentabilidade territorial. Fundador do Forum Sória 21, lidera o desenvolvimento sustentável nesta província espanhola, uma das mais afectadas pela desertificação do mundo rural no país vizinho, e é conselheiro da Fundação Europeia para o Meio Ambiente, com sede em Freiburg im Breisgau.

2016

MÚSICA

Michael Haefliger | Diretor do Festival de Lucerna (Suíça)

PATRIMÓNIO CULTURAL

Khaled al-Asaad (a título póstumo) | Arqueólogo (Síria)

BIODIVERSIDADE

Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal (Portugal)

Presidiu S. Ex.ª o Ministro da Cultura, Embaixador Luís Filipe de Castro Mendes

Michael Haefliger (Berlim, 1961)A actividade profissional de Michael Haefliger está associada, desde os primórdios, a grandes festivais europeus em que começou por intervir na qualidade de intérprete. A sua carreira como violinista a solo levou-o, a partir de 1980, entre outros, aos festivais de Lucerna, Interlaken e Spoleto. Em 1986, foi co-fundador do Festival de Davos “Young Artists in Concert”, que dirigiu até 1998.Começou a estudar violino e piano aos seis anos. Em 1983, obteve o diploma de violino na Juilliard School, de Nova Iorque. Prosseguiu, a par da formação musical, os estudos de Gestão na École Supérieure de Sciences Économiques, Juridiques et Sociales da Université de Saint-Gall, concluindo em 1999 o Executive MBA. Em 2003, recebeu uma bolsa para o General Manager Program da Harvard University.Faz parte da administração de diversas organizações internacionais. Em 2000, foi nomeado Global Leader of Tomorrow no Forum Économico Mundial, de Davos. Em 2003, recebeu o Prix Européen de l’Innovation Culturelle; em 2007, o Prix du Tourisme do Tourismus Forum de Lucerne; e, em 2014, o Prix de la Culture de la Suisse Centrale. Foi igualmente distinguido com a Épingle d’honneur da cidade de Lucerna e o Prix de la Société Suisse de New York.Na actualidade, integra os conselhos de administração da Fondation Avenir Suisse, da Fondation du Festival de Davos, da Fondation UBS pour la Culture e da Fondation Pierre Boulez. Pertence à comissão directiva do Curtis Institute of Music e preside do júri do Credit Suisse Young Artist Award. Khaled al-Asaad (Palmira, 1934-2015)Khaled al-Asaad nasceu em Palmira. Estudou História na Universidade de Damasco, dedicando especial interesse à língua aramaica, em que adquiriu notável fluência. Regressou a Palmira, em 1963, para exercer as funções de director do museu local. Dois anos mais tarde, sucedeu a Obayd Taha à frente do Departamento de Arqueologia.Palmira (cujo nome significa “cidade das palmeiras”) era uma povoação de mármore construída num oásis da Rota da Seda; as escavações de Asaad em sítios arqueológicos greco-romanos privilegiaram as muralhas dos finais do século III e uma ampla série de monumentos funerários dispersos por várias necrópoles. Isto permitiu enriquecer notavelmente a colecção do museu. Sob a sua orientação levaram-se igualmente a cabo importantes projetos de restauração do teatro, das muralhas da cidade e do Tetrapylon.Em 2015, prevendo-se a queda da cidade, Asaad colaborou na evacuação, para Damasco, de um grande número de obras de arte e arqueologia. Recusou-se, no entanto, a sair da terra natal. Ele e seu filho Walid foram detidos pelo Isis após a captura da cidade, a 21 de Maio. Posteriormente liberado, voltou a ser preso de novo e interrogado, uma e outra vez, com o recurso à tortura e acabou por ser decapitado. O Isis pendurou o corpo, decapitado, no poste de um semáforo, numa avenida da cidade nova, perto das ruínas de Palmira. Associação dos Amigos do Parque Ecológico do FunchalEm 1994, a Câmara Municipal criou o Parque Ecológico do Funchal na zona montanhosa sobranceira à cidade. A vasta propriedade concelhia tinha estado sujeita a intenso pastoreio, na parte mais alta, e à expansão descontrolada de eucaliptos e acácias nas terras mais baixas. Em 1996 começou um programa de reflorestação para recuperar as formações vegetais primitivas; minimizar as condições de propagação de fogos; reduzir a erosão e diminuir os efeitos catastróficos das cheias; aumentar a infiltração das águas e reforçar as nascentes.A AAPEF nasceu com o intuito de mobilizar voluntários para os trabalhos de reflorestação. Em 2001, solicitou autorização à Câmara para concentrar a sua atividade na zona mais alta do parque, na área do Pico Areeiro, entre os 1700 e os 1800 metros de altitude. Onde a rocha madre aflorava só com a criação dum novo solo em cada caldeira seria possível instalar as plantas pioneiras para uma nova sucessão biológica. Desde então os seus voluntários trabalham na plantação e manutenção de espécies adequadas às características daquele ecossistema. Uma área que estava completamente desertificada começou a ostentar as cores da biodiversidade, logrando sobreviver ao grande incêndio que a fustigou em 2010. Ministro:Luís Filipe Castro Mendes licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa e desenvolveu, a partir de 1975, a sua carreira diplomática. Desempenhou funções na Embaixada em Luanda, Madrid e Paris, na Casa Civil do Presidente da República e na Missão Permanente junto do Conselho da Europa.Foi Diretor de Serviços da América do Sul e Central da Direção-Geral das Relações Bilaterais, Chefe do Gabinete do Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação e Cônsul-Geral no Rio de Janeiro. Representou Portugal como Embaixador em Budapeste e em Nova Delhi. Foi Representante Permanente junto da Organização para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), em Paris (2011-2012), e Representante Permanente junto do Conselho da Europa, em Estrasburgo (2012-2015). Paralelamente escreveu diversos livros de ficção.

2015

MÚSICA

Ismael Fernández de la Cuesta | Musicólogo (Espanha)

PATRIMÓNIO CULTURAL

Centro Nacional de Cultura (Portugal)

BIODIVERSIDADE

Programa World Wide Fund for Nature para o Mediterrâneo (Internacional)

Presidiu S.A.R. o Príncipe D. Pedro de Borbón-Duas Sicílias, Duque de Calábria

Ismael Fernández de la CuestaNascido em Neila (Burgos), em 1939, é um musicólogo e intérprete reconhecido internacionalmente, com uma extensa bibliografia, em particular sobre o canto gregoriano e a música medieval. Director do Coro de Monges de Santo Domingo de Silos (1964-1973), difundiu o canto gregoriano em todos os continentes através dos seus registos discográficos, situados no topo da lista de vendas mundial. Entre outros galardões, obteve o Grand Prix Charles Cros (1972), por Las Mejores Obras de Canto Gregoriano (Chant I), e o Great Award of the Festival of the Fines Arts of Tokyo (1974), pelo álbum Tomás Luis de Victoria, Hebdomada Sancta. Em 2007, foi alvo de uma notável homenagem científico-musical por parte de destacados musicólogos e professores especialistas, publicada em dois volumes, sob a direcção de Robert Stevenson, pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles.Estudou Humanidades no Mosteiro de Santo Domingo de Silos, onde foi niño cantor. Especializado em canto gregoriano na Abadia de Saint-Pierre de Solesmes, graduou-se em Teologia pela Université Catholique de Angers e fez a licenciatura em Filologia Românica, na UNED, com o objectivo de publicar a música completa dos trovadores occitanos (Las Cançons dels Trobadors, Toulouse, 1980). Catedrático de Gregoriano no Real Conservatorio Superior de Música de Madrid (1978-2011), foi presidente da Sociedad Española de Musicología (1984-1995), de que é membro perpétuo. Membro fundador do Centre pour la Recherche et l’Interprétation des Musiques Médiévales, de Paris, é académico de número e vice-director da Real Academia de Bellas Artes de San Fernando de España. Recebeu, em 2011, a Grã-Cruz da Orden Civil de Alfonso X el Sabio. Actualmente, realiza cursos e programas para a defesa do património musical ibero-americano. Em 2015, recebeu o Prémio de Castilla y León. Centro Nacional de CulturaO Centro Nacional de Cultura (CNC) é uma associação cultural, fundada em 1945, como um espaço de encontro e de diálogo entre os diversos sectores políticos e ideológicos, tendo em vista a defesa de uma cultura livre e pluridisciplinar. Desde o 25 de Abril de 1974, tem-se esforçado por transmitir uma noção de cultura sem fronteiras, quer disciplinares, quer geográficas.Parte muito considerável da sua acção encontra-se dedicada à defesa do património cultural português, à divulgação do papel desempenhado pela cultura portuguesa no mundo, e à atualização das suas relações com outras culturas.Isto é feito através de exposições, de publicações, de cursos de formação, de viagens de estudo de âmbito cultural e de colóquios. Para além das actividades dirigidas ao grande público, o CNC organiza ateliers infantis e acções de formação específica para jovens, professores e guias de turismo cultural; promove cursos livres abrangendo as mais diferentes áreas; e presta serviços culturais a associações, empresas, autarquias e organismos públicos.A dimensão europeia tem vindo a adquirir peso crescente nas iniciativas do CNC, que desenvolve importantes projectos em parceria com congéneres de outros países europeus e acolhe estagiários e artistas estrangeiros ao longo do ano. Programa World Wide Fund for Nature para o MediterrâneoReconhecido a nível internacional pelo trabalho nos âmbitos da conservação da natureza e da salvaguarda da biodiversidade, o WWF (World Wide Fund for Nature, antes World Wildlife Fund) é uma organização não-governamental, fundada em 1961, na cidade suíça de Morges, por Julian Huxley, Edward Max Nicholson, Peter Scott, Bernhard de Lippe-Biesterfeld e Philip, Duque de Edimburgo.Projecto-piloto presente em vários países da bacia mediterrânica, o Programa Mediterrâneo do WWF visa a conservação da biodiversidade desta macrorregião e a utilização sustentável dos recursos naturais em benefício de todos. Incide, em particular, na conservação das florestas, dos recursos hídricos e dos ecossistemas marinhos; na promoção do estabelecimento de áreas protegidas e de boas práticas na utilização dos recursos naturais; na manutenção da biodiversidade; e na disseminação de funções ecológicas.O WWF intervém em Portugal desde 1995, tendo estado envolvido na constituição do Parque Natural do Vale do Guadiana. Em 1999, lançou a iniciativa “Um Cordão Verde para o Sul de Portugal”, projecto de referência na área da conservação de ecossistemas prioritários. Em 2004, deu-se início ao Programa Sobreiro, com o objectivo de contribuir para a protecção, recuperação e gestão dos montados de Sobreiro no Mediterrâneo, tendo-se constituído uma equipa permanente para o efeito no país.Em 2006, o WWF Portugal promoveu a Iniciativa Nacional do FSC (Forest Stewardship Council, Conselho de Gestão Florestal), que viria a constituir o FSC Portugal, e em 2008 lançou a Rede Ibérica de Comércio Florestal juntamente, com o WWF Espanha. Em 2009, alargou o âmbito da sua acção ao binómio Alterações Climáticas e Água, tendo em vista uma maior intervenção sobre a sociedade portuguesa nos temas prioritários para a organização. S.A.R. o Príncipe D. Pedro de Borbón-Duas Sicílias e de Orléans, Duque de CalábriaNasceu em Madrid, em 1968, único herdeiro dos direitos dinásticos de S.A.R. o Príncipe D. Carlos de Borbón-Duas Sicílias e Borbón-Parma, Infante de Espanha, Duque de Calábria, chefe da Casa Real das Duas Sicílias, Cavaleiro-Decano da Ordem do Tosão de Ouro, e de S.A.R. a Princesa Ana de Orléans.É Grão-Prefeito da Ordem Constantiniana de São Jorge, de que seu pai é Grão-Mestre. É igualmente Presidente-Decano do Real Conselho das Ordens Militares de Espanha (Santiago, Calatrava, Alcântara e Montesa), por nomeação do Rei D. Juan Carlos, em 2014.Profissionalmente, o Príncipe D. Pedro formou-se em engenharia agrícola, com especialidade em explorações agro-pecuárias, e dedica-se à administração de diversas sociedades agrícolas e cinegéticas em Espanha.

2014

MÚSICA

Teresa Berganza | Cantora lírica (Espanha)

PATRIMÓNIO CULTURAL

Angelo Oswaldo de Araújo Santos | Curador de Arte (Brasil)

BIODIVERSIDADE

Serafim Riem | Ambientalista (Portugal)

Presidiu S. Ex.ª o Ministro Adjunto e do DesenvolvimentoRegional, Prof. Doutor Miguel Poiares Maduro

Natural de Madrid, Teresa Braganza começou a estudar música cedo. A sua grande estreia deu-se em 1957, no Festival de Aix-en-Provence, quando interpretou o papel de Dorabella da ópera Cosi fan tutte de Mozart. Um sucesso contundente: foi aclamada pelo público e os críticos comemoraram o nascimento daquela que mereceu a classificação de “mezzo-soprano do século”. Desde então, recebeu inúmeras propostas e iniciou uma longa carreira que, nas décadas seguintes, a levaria aos palcos mais prestigiados de todo o mundo. Senhora de uma voz prodigiosa, as suas interpretações unem técnica, graça e força expressiva. Em 1991, foi distinguida com o Prémio Príncipe das Astúrias das Artes e, no ano seguinte, participou na Exposição Internacional de Sevilha, dando, uma vez mais, vida a Carmen, no Teatro de la Maestranza. Em 2002, regressou ao Gran Teatre del Liceu, em Barcelona, depois de uma ausência de mais de 30 anos. Angelo Oswaldo de Araújo Santos é escritor, curador de arte, jornalista profissional, advogado e gestor público. Exerceu diversos cargos públicos importantes. Em 2009, tornou-se Presidente da Associação Brasileira de Cidades Históricas. Membro fundador da Rede de Cidades Barrocas da América Latina, foi eleito vice-presidente para o biénio 2011-2012, em Puebla, México. É membro da Academia Mineira de Letras e da Academia de Artes do Brasil, sendo académico correspondente da Academia de Artes de Lisboa, sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais. Preside ao Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM, vinculado ao Ministério da Cultura, e ao Comité Intergovernamental do Programa Ibermuseus, ligado à Organização dos Estados Ibero-americanos – OEI/SEGIB. Serafim Freitas Riem foi fundador e dirigente de diversas associações, entre elas Quercus; FAPAS – Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens; e Sociedade Portuguesa de Arboricultura. Dirigiu a Escola Municipal de Arboricultura do Porto e é diretor da empresa O Planeta das Árvores. É, sem dúvida, uma das pessoas que em Portugal mais tem contribuído para a conservação da Natureza, sendo um defensor estrénuo de causas ambientais, com particular atenção à conservação de espécies e respectivos habitats. Participou activamente, enquanto dirigente da Quercus, no apoio de populações rurais contra a florestação com eucaliptos da Serra da Aboboreira. Mais tarde, através do FAPAS, teve a iniciativa de revitalizar antigos viveiros florestais na Serra do Gerês, onde que se produziram mais de meio milhão de árvores autóctones, destinadas a serem plantadas nessa serra e um pouco por todo o país, em colaboração com escolas básicas e secundárias. Miguel Poiares Maduro ocupou o cargo de Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, com a tutela da Comunicação Social, do Desenvolvimento Regional e das Autarquias Locais, durante o XIX Governo Constitucional de Portugal. Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e Doutorado com Distinção no Instituto Universitário Europeu, é um especialista em Direito Constitucional e em Direito da União Europeia. Foi advogado-geral no Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias, Professor de Direito e Diretor do Global Governance Programme no Instituto Universitário Europeu de Florença até à sua nomeação como Ministro. Foi o único português a integrar a equipa Liberdade e pluralismo na Comunicação Social, e cujo Relatório, denominado Uma Comunicação Social Livre e Pluralista para Sustentar a Democracia Europeia foi divulgado em Janeiro de 2013.Publicou vários livros. É comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, grau atribuído pelo Presidente Jorge Sampaio a 18 de Janeiro de 2006, e foi distinguido com o Prémio Gulbenkian de Ciência em 2010.

2013

MÚSICA

Enzo Dara | Cantor Lírico (Itália)

PATRIMÓNIO CULTURAL

Associação dos Arqueólogos Portugueses (Portugal)

BIODIVERSIDADE

Pedro Vaz Pinto | Ambientalista (Angola)

Presidiu S.A.R. a Infanta D. Pilar de Borbón, Duquesa de Badajoz

2012

MÚSICA

Dimitra Theodossiou | Cantora lírica (Grécia)

PATRIMÓNIO CULTURAL

Maria Helena Mendes Pinto | Conservadora de museus (Portugal)

BIODIVERSIDADE

Miguel Ângel Simon | Biólogo (Espanha)

Presidiu S. Ex.ª o Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro, Eng.º Carlos Moedas

2011

MÚSICA

Cheryl Studer | Soprano (EUA)

PATRIMÓNIO CULTURAL

Pontificia Accademia Romana de Arqueologia ( Cidade do Vaticano)

BIODIVERSIDADE

Mário Ruivo | Oceanógrafo (Portugal)

Presidiu S.A.R. o Príncipe Pavlos da Grécia, Duque de Esparta