Sines
4 de Junho 2017, 10h

No Limiar entre o Atlântico e o Mediterrâneo: À Descoberta dos Monges Eremitas da Junqueira
COLABORAÇÃO: Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, Reserva Natural das Lagoas de Santo André e Sancha);
APOIO: Câmara Municipal de Sines
As dunas são um ambiente de transição por excelência, marcando a fronteira entre as influências marinha e continental. No termo de Sines abundam os sistemas dunares, mormente a sul da ribeira da Junqueira, zona com uma ancestral ocupação humana e, em virtude disso, com uma longa história de modelação do solo em terra arável. À margem de um dos maiores complexos industriais do país – a Central Termoeléctrica de Sines –, saímos em busca da provença de Santa Maria da Junqueira. Este situava-se perto da foz da ribeira que desagua na praia onde, reza a tradição, veio dar a barca, conduzida por um anjo, com o corpo de São Torpes, martirizado em Pisa, que uma habitante local, Santa Celerina, recebeu e fez sepultar. O mosteiro surgiu, em 1447, por iniciativa de um grupo de homens da “pobre vida”, sob a orientação do clérigo João Gonçalves, que recebera a herdade da Junqueira, em sesmaria; integrou, breves anos depois, a Congregação dos Eremitas da Serra de Ossa (em 1578, Ordem de São Paulo). Entender como viviam e interagiam com o ambiente esses monges é o ponto de partida para um percurso de descoberta da biodiversidade que circunda a ermida de Nossa Senhora dos Remédios, epicentro do complexo eremítico, entre hortejos e pomares.