serpa
7 de Maio 2017, 10h

Com Engenho e Arte: O Olival Tradicional da Serra de Ficalho e as Variedades Locais
COLABORAÇÃO: Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (Parque Natural do Vale do Guadiana)
APOIO: Câmara Municipal de Serpa; LNEG – Laboratório Nacional de Energia e Geologia
A Serra de Ficalho marca a paisagem raiana de Serpa. É a elevação mais proeminente da mancha de terrenos metamórficos que se estende desde a fronteira até Montemor-o-Novo (518 m), constituindo um relevo de rochas carbonatadas no seio de uma matriz xistosa. Cambiantes litológicas conferem à zona, incluída na Rede Natura 2000, características próprias, manifestadas pela flora diversificada e rica, distinta da das áreas envolventes. A existência de matagais densos e fechados (maquis), de difícil penetração, permite o abrigo de muitas espécies de mamíferos, v.g., o lince ibérico. Tal diferenciação verifica-se também ao nível do uso do solo, sendo de realçar a vocação dos trechos serranos para a cultura do olival, de cariz tradicional, com abundantes variedades locais (Cordovil de Serpa, Galega, Verdeal Alentejana, Carrasquenha, Bico de Corvo, Cornicabra, Gama e Maçanilha). Partindo de Vila Verde de Ficalho, traça-se um percurso de descoberta, nas componentes geológica, biológica e agronómica, desta área limítrofe da Andaluzia; o seu esplêndido olival tradicional dá o mote para a viagem, reveladora de alguns dos enigmáticos arcanos do território da Margem Esquerda do Guadiana.