odemira
5 de Março 2017, 10h

Seguindo os Meandros do Mira: Que Futuro para a Natureza Ribeirinha?
COLABORAÇÃO: Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas.
APOIO: Câmara Municipal de Odemira; Laboratório de Ciências do Mar da Universidade de Évora.
O Mira tem a particularidade de, como o Sado, empreender um curso de sul para norte. Nascendo na Serra de Mú, percorre cerca de 150 km até à foz, junto a Vila Nova de Milfontes. Ao longo deste trajecto, podem encontrar-se sucessivas tipologias de habitat, dos montados de sobro e azinho até aos sapais e às zonas de vasa. É precisamente no troço inferior, próximo do estuário, que surgem algumas das suas características únicas: as pradarias marinhas, que integram a lista dos ecossistemas mais ameaçados ao nível mundial, e uma população de lontra muito peculiar. Na secção mais a jusante do estuário existem pradarias de Zostera (género botânico pertencente à família das Zosteraceae), as quais têm importante papel na dinâmica sedimentar costeira, já que, entre outras mais-valias, permitem a fixação de invertebrados e funcionam como maternidade para várias espécies marinhas. É de salientar que, no Mira, as lontras apresentam adaptações ecológicas singulares em Portugal, pois vivem em ambientes marinhos. Durante um percurso de barco, serão reconhecidas as áreas mais significativas deste rio para a conservação da biodiversidade e analisados os perigos que sobre ele recaem.