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28 de Maio 2017, 10h

Ilustre, mas Ainda Desconhecido: Para um Diagnóstico do Rio Sado
COLABORAÇÃO: Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (Departamento de Conservação da Natureza e Florestas do Alentejo)
APOIO: Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo; Agência Portuguesa do Ambiente (Administração da Região Hidrográfica do Alentejo)
O Sado, cuja fonte tem dividido opiniões, nasce perto de São Martinho das Amoreiras, no concelho de Odemira, e, tal como o Mira, corre de norte para sul. A sua importância está associada ao grande estuário, o qual, pelos valores de biodiversidade que possui, cedo foi considerado Reserva Natural. Não obstante, existe um “outro” Sado desconhecido, continental, afastado da influência marinha, mas que continua a representar um forte elemento identitário das populações e das suas manifestações sociais – de que é exemplo, hoje, o Festival do Sado, na freguesia de Figueira de Cavaleiros. Ao longo de um percurso de ca. 180 km, o rio sofre várias agressões, entre outras as causadas pelas barragens, pelos rejeitados de minas, pela agricultura intensiva, pelos efluentes urbanos e pelos areeiros. Inventariar a biodiversidade (particularmente das galerias ribeirinhas) e avaliar a qualidade da água são os objectivos desta acção, que toma por epicentro a pequena aldeia de Santa Margarida do Sado, vizinha do curso fluvial, também ela uma “princesa encantada”. Sede de uma paróquia histórica, conserva orgulhosamente a igreja tardo-medieval, assim como vestígios romanos e “visigóticos”.