Castro-Verde
9 de Abril 2017, 10h

Memórias Vivas da Pastorícia e da Transumância: O Ciclo da Lã no Campo Branco
COLABORAÇÃO: Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (Departamento de Conservação da Natureza e Florestas do Alentejo)
APOIO: Câmara Municipal de Castro Verde; Associação de Agricultores do Campo Branco
As contingências da economia global em nada têm beneficiado o mercado nacional da lã. Outrora um produto de elevada riqueza, esta mal cobre, actualmente, os custos da tosquia, o que coloca muitos problemas. No contexto da paisagem cultural de Castro Verde, cuja importância, do ponto de vista da conservação da natureza, está subjacente na recente candidatura a Reserva da Biosfera, apresentada à UNESCO, a ovelha é um elemento preponderante – e a lã um dos seus produtos mais nobres. Fiel à intenção de promover o conhecimento, a salvaguarda e a valorização do “Ciclo da Lã”, o Terras sem Sombra acompanha uma tosquia tradicional das ovelhas auctótones da região (raças merino e campaniça) e visita o recém-inaugurado pólo de Lombador, dedicado à tecelagem, na freguesia de Santa Bárbara de Padrões, do Museu da Ruralidade, com sede na vila de Entradas. Um excelente fio condutor quando se trata de aprofundar uma reflexão, iniciada já em 2003, sobre o património da transumância, no plano nacional e peninsular, em terras do Campo Branco, onde a pastorícia e as actividades com ela relacionadas constituem uma referência fundamental para o entendimento deste inland do Baixo Alentejo.